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Marchetaria

Marchetaria é a arte de decorar, encaixando lâminas ou pedaços de madeira das mais variadas cores, entre outros materiais, decorando de forma artística os exteriores de peças, às vezes entremeando com ouro, marfim, osso, etc., para coletivamente formar um quadro ou projeto.
Marchetaria (do francês, marqueter, embutir): Arte de ornamentar as superfícies planas de móveis, painéis, pisos, tetos, através da aplicação de materiais diversos, tais como: madeira, metais, pedras, plásticos, madrepérola, marfim e chifres de animais, tendo como principal suporte a madeira.
O termo marchetaria refere-se cortar, encaixar e colar, especialmente pedaços ou lâminas de madeiras sobre uma superfície sólida, para então, montar um projeto decorativo de acordo com as tendências próprias do artesão.
Depois da queda do Império Romano, poucas oficinas sobreviveram em Itália. Nos séculos 14 e 15 foram criadas algumas escolas de marchetaria na cidade de Florença, cujo exterior das peças eram moldados com o formão.
A partir dos séculos 17 e 18, iniciou-se por toda a Europa a preocupação dos artesões em melhorar seus métodos para a fabricação e desenvolvimento de peças dessa refinada arte. Nessa época, deu-se início aos projetos mais delicados, complexos e sobretudo técnicos, iniciando assim, um verdadeiro renascimento da marchetaria.
Com o passar dos anos, a prática da marchetaria como hobby tem crescido no mundo de forma surpreendente.
Nestas últimas quatro décadas, especificamente nos países da Inglaterra, Holanda, Espanha, Itália, Alemanha e algumas regiões da antiga União Soviética, tem-se havido um empenho muito grande em aumentar a popularidade da marchetaria, onde criou-se sociedades de profissionais em marchetaria a fim de difundir essa arte para o resto do mundo.
Recentemente essa arte foi introduzida também nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, onde, a exemplo dos países europeus, estes também formaram as suas sociedades.











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Laminação e revestimento.


1 INTRODUÇÃO.


            As lâminas de madeira são obtidas por um processo de fabricação que se inicia com o cozimento das toras de madeira e seu posterior corte em lâminas. Existem dois métodos para a produção de lâminas: o torneamento e o faqueamento.   No primeiro, a tora já descascada e cozida é colocada em torno rotativo. As lâminas assim obtidas são destinadas à produção de compensados. Por outro lado, a lâmina faqueada é obtida a partir de uma tora inteira, da metade ou de um quarto da tora, presa pelas laterais, para que uma faca do mesmo comprimento seja aplicada sob pressão, produzindo fatias únicas. Normalmente, essas lâminas são originadas de madeiras decorativas de boa qualidade, com maior valor comercial, prestando-se para revestimento de divisórias, com fins decorativos.
           

2 HISTÓRICO DAS LÂMINAS



            A laminação não se constitui uma invenção moderna. Este processo produtivo de obtenção de lâminas de madeira iniciou-se no Antigo Egito, há cerca de 3000 anos a.c. e se destinava à confecção de peças de mobiliário pertencentes aos reis e príncipes. As lâminas utilizadas eram grossas e irregulares por causa das ferramentas rudimentares. Com o passar dos tempos, os egípcios, graças as suas Minas de cobres, fabricaram ferramentas e serras que melhoraram muito os cortes das lâminas e mais tarde os romanos entraram na arte de utilizar lâminas e marchetaria.
            A primeira máquina a produzir lâminas contínuas, por faqueamento de toras em torno desfolhador, surgiu em 1818; entretanto, nos Estados Unidos, existe uma patente de torno laminador de 1840 concedida a Dresser e na França, outra, concedida a Garand, em 1844. Neste processo, as toras possuíam, normalmente, 2 metros de comprimento e a velocidade de laminação situava-se na faixa de 4 a 5 m/min.
            Hoje são utilizadas máquinas de grande precisão na fabricação de lâminas de madeira, nos mais variados métodos de produção.
           

3  MÁQUINA ANTIGA PARA FAZER LÂMINAS



Pode ser:

  • Serradas
  • Torneadas, rotativas ou descascadas.
  • Semitorneadas ou semicircular ou excêntrico
  • Faqueadas



3.1         Lâmina serrada:

            As espessuras variam muito pela falta de precisão do método. Este método perde-se muito material por causa da espessura da serra. A direção dada na serra determinara o efeito decorativo que queremos obter. Serrando a madeira paralela às fibras obteremos lâminas com as veias em linhas paralelas. A mesma madeira serrada obliquamente as veias darão uma forma de eclipse. Serrar a madeira perpendicular as fibras nos dará uma forma circular.
           

3.2         Lâmina torneada:


            A lâmina obtida pelo método torneado é principalmente utilizada na fabricação de compensados, para fazer as camadas internas. Este processo é feito, prendendo a tora de árvore num torno, que faz girar contra uma lâmina de aço, de onde sai a lâmina de madeira com uma velocidade ou rotação determinada, prefixada conforme a espessura da lâmina.O tronco fica cortado em lâminas continuas. Um ponto a ser observado neste tipo de corte são os defeitos, como nós. Os quais se verificam mais freqüente. Neste tipo de corte é bastante freqüente aplicar vapor para amolecer a madeira e facilitar o torneado. As lâminas depois de cortadas são imediatamente secadas em estufas ou ao natural.


3.3         Lâminas Semitorneado ou excêntrico


            Esta operação é feita sobre um torno excêntrico. Cada parte da tora a ser semi torneada é colocada no torno fixada através de um núcleo central. Na maioria dos casos seu funcionamento é pneumático ou hidráulico. As lâminas executadas desta maneira são equivalentes ao corte faqueado, mas o corte semi torneado permite fazer uma lâmina mais larga. O torno excêntrico oferece várias possibilidades quanto a obtenção de lamina decorativas. Para que possamos obter a combinação das fibras, quando emendar é necessário que a medida que torneia-se as lâminas empilhe-se na ordem. O método semitorneado dará lâmina mais larga que o faqueado. Mas é semelhante ao faqueado pelo ½ do toro com a diferença que o faqueado a partir do alburno, os desenhos produzidos pelos anéis são grossos em proporção a largura da folha (lâmina). A parte próximo da medula (cerne). Normalmente dada a madeira sobre um quadrante sobre as bordas da lamina diminui e praticamente inexistente.

3.4         Faqueadas


            Estas lâminas são exclusivamente utilizadas para revestimento de superfícies de madeira (compensados, aglomerados ou MDF) ou até paredes. A peça roliça é dividida em setores especiais tendo em vista a obtenção dos desenhos mais agradáveis. A peça selecionada, previamente abrandada em banho de água quente é segurada por garras e levada de encontro à faca num movimento vertical. O avanço é automático e ajustável, permitindo obter lâminas de 0,63 a 0,7mm (1/40" a 1/36"). A espessura é também determinada pela natureza da madeira. Assim, consegue-se lâminas finas de madeiras como figueira, imbuia e amapá. Madeiras como a sucupira e o ipê dão lâminas mais grossas.
           

4 DEFEITOS DE LÂMINAS



            Na produção das lâminas, são freqüentemente os defeitos causados pelo método de obtenção das dela.
            Estes defeitos não aparecem sempre no momento da produção, mas irão aparecer somente quando o produto está recebendo acabamento final na pintura ou no móvel.
            O torneamento e o faqueamento da lâmina precisa de qualidade se não houver cuidado na regulagem da máquina, uma leve desregularem na máquina durante a operação pode transformar uma boa lâmina num produto defeituoso, é preciso conhecer a essência das madeiras para poder regular a máquina, pois existem certas madeiras com características particulares que são mais difíceis de tornear e faquear que as outras.
            Uma boa lâmina deve ser uniformemente lisa, de espessura igual e sem marcas, rachaduras profundas de ferramentas. As profundidades das rachaduras toleráveis variam conforme o uso da lâmina. As lâminas internas podem ter rachaduras mais profundas que as da face. Quanto a espessura, deve ser uniforme, porque caso contrario, dará problema de colagem, porque a mesma prensará mais um lado que o outro. E também terá problema o lixamento.

4.1 Os principais defeitos nas Lâminas


4.1.1     Lâminas rugosas


            As lâminas rugosas consomem mais cola pelos espaços vagos que possuem e exigem um Lixamento maior para eliminar os defeitos.
           

4.1.2     Espessura desigual


            A espessura das lâminas de madeira deve ser uniforme em toda a extensão.        A região de espessura menor poderá ser inutilizada pois a cola vai afetar a face oposta e também por não permitir um lixamento adequado, Além do mais, a ação da prensa poderá não surtir efeito nessa área.
           

4.1.3     Manchas:


Lâminas de madeira que, em algum momento, tenham sido expostas à umidade poderão apresentar manchas provocadas por fungos. Essas lâminas devem ser descartadas.
A ação da luz solar direta ou a presença de luminosidade intensa ou por período prolongado afetará irreversivelmente a área da lâmina atingida.



4.1.4      Fissuras


            Lâminas obtidas de madeiras com nós como as imbuias e as rádicas apresentarão furos em algum grau ou extensão.
            Dada à beleza dessas lâminas, os furos devem ser adequadamente calafetados ou evitados, racionalizando o uso da lâmina, aproveitando a parte íntegra e uniforme.
           

4.1.5     Lascas nas laterais


            As lâminas de madeira de boa qualidade deverão estar com as bordas retas, bem cortadas e isentas de trincas nas laterais.
            As trincas poderão aparecer no processo de faqueamento ou, mais freqüentemente, durante o manuseio.
            Lâminas enroladas para transporte estarão mais sujeitas a apresentarem trincas nas bordas.

4.1.6      Quebras nos topos

 
            São trincas freqüentes que poderão aparecer em função das variações de temperatura e umidade do ar ou devido a um manuseio descuidado.
            Normalmente a maioria das trincas com até 25/30cm de extensão são aceitáveis e a lâmina afetada será totalmente aproveitável.
            Trincas maiores deverão ser consideradas caso a caso em função do preço e do interesse que a peça despertar.



4.1.7      Ondulações.


            Todas as lâminas de madeira natural podem apresentar ondulações de algum grau localizadas em toda a extensão da peça. São mais freqüentes em lâminas como as imbuias, amapá, marfim, menos freqüentes em lâminas de figueira, sucupira, jatobá, curupixá, cedro e mogno.
            A ausência de ondulações valoriza a lâmina pois facilita a sua aplicação.
Lâminas com ondulações acentuadas devem ser previamente submetidas à ação da prensa por 15 minutos após estarem levemente umedecidas (não molhadas!).
Coloque a lâmina de madeira entre duas folhas de plástico de polietileno e leve à prensa.



4.1.8      Trinca nas faces.


            Este defeito inutiliza aquela região da lâmina onde estiver presente.

4.1.9     Fibras arrancadas

           
            As lâminas podem aparecer fibras soltas isto ocorre no processo de obtenção das laminas devido as diferentes densidades dos veios da madeira.

4.1.10                          Proliferação de fungos em laminas.


            Devido ao mau acondicionamento das lâminas acarreta a proliferações de fungo (umidade no armazenamento)  conseqüentemente vai acontecer problemas de colagem.

4.1.11                          Lâminas fibramentos excessivo.

         Causadas na obtenção das lâminas com tora muito quente, faca sem fio e ângulo da barra de compressão muito grande.


4.1.12                        Lâmina mais grossa nas pontas do que no centro.

            Lâmina mais grossa nas pontas do que no centro e provocado pelo curvamento da lâmina causadas pela distorção por aquecimento da faca e da barra de compressão causando uma redução da abertura horizontal no meio da lâmina.








5 TIPOS DE LÂMINAS.


5.1 Lâminas faqueadas.


            São lâminas faqueadas comercializadas na mesma seqüência em que foram obtidas na fábrica. Os veios de todas elas são quase idênticos.
            Quando adquirir "n" lâminas de um mesmo amarrado, deverão estar na seqüência em que foram cortadas.
Numere-as e mantenha a ordem das mesmas. Retire-as, para seu uso, preferencialmente na ordem inversa.
Se o seu projeto prevê utilizar lâminas seriadas, adquira com folga pois poderá não mais encontrar do mesmo lote.



5.2  Lâminas avulsas.


São lâminas não seriadas.


5.3  Lâminas pomelê (Pomelle):

 
            São lâminas obtidas de troncos nodosos cujos veios têm configuração semelhante às rádicas. Daí o nome de meia rádica ou quase - rádica.


5.4  Rádicas:

 
            São lâminas obtidas da parte da árvore denominada "nó vital" e que está compreendida entre o tronco e a raiz.


5.5 Pluma:



            Estas lâminas de madeira são de corte especial e são obtidas da forquilha da árvore (entroncamento dos galhos principais).



5.6  Lâminas de corte tangencial:


            Estas lâminas de madeira apresentam pouco brilho mas têm veios muito chamativos como a maioria das cerejeiras. As lâminas são obtidas efetuando cortes tangencialmente aos anéis de crescimento da árvore.




5.7  Lâminas de corte radial:

 
São obtidas efetuando um corte perpendicular aos anéis de crescimento da árvore. Apresentam brilho acentuado (Freijó, Figueira).


5.8 Lâminas pré - compostas.


            Estas lâminas são obtidas por faqueamento de blocos formados de centenas de lâminas tingidas, sobrepostas e coladas umas às outras. As madeiras utilizadas são obtidas de áreas reflorestadas


6 ARMAZENAMENTO E MANEJO DAS LÂMINAS


            Todas as lâminas são quebradiças, algumas mais outras menos, dependendo da variedade da madeira. Ao transportá-las devemos usar embalagens especiais para evitar que rasguem ou quebrem os cantos e topos. Tais cuidados fazem com que se diminua as perdas e melhores a qualidade do laminado. Quando se armazenam as lâminas, as mesmas devem conter um certo grau de umidade (entre 12 e 15 graus), para evitar que se rachem por falta de umidade, o que faz a lâmina ficar dura e rígida. Devemos também mante - las planas e de preferência entre duas peças fixas antes de abrir os fardos. Convém não esquecer que a veia revessas de algumas variedades de madeiras, por mais bonitas que sejam, podem deformar a lamina, devido a falta de umidade e a claridade excessiva de luz natural, que descolora a fibra e faz perder a beleza da mesma. Quando se vai armazenar por muito tempo um pacote de lâminas com fibras revessas é conveniente passar uma cinta gomada nos extremos para evitar que se abram rachaduras. Ao comprar laminas devemos observar as rachaduras na superfície cuidadosamente. Este fenômeno da rachadura nas lâminas acontece devido ao fato que quando cortada a tora a metade das laminas saem do sentido contrario á fibra e por isto se danificam mais facilmente, dependendo também do tipo de corte da tora.






7 INSPEÇÃO E REPARAÇÃO DAS LÂMINAS


            Após emendar as laminas nas dimensões desejadas precisa-se fazer a inspeção e reparação observando os seguintes itens: Verificar as dimensões e as quantidades de cada lote de lâminas a fim de assegurar que tudo está de acordo com o que estava previsto. Verificar nas laminas de face, se as junções e combinações das fibras das lâminas não estão bem feitas. Verificar se não há juntas sobrepostas e que as laminas não estão rachando-se. Verificar e corrigir todos os outros defeitos não aceitáveis segundo as normas exigidas, como: nós, furos e manchas.




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