terça-feira

Saúde e Segurança do Marceneiro




Prof. Eng. Riverson Tobias do Vale.



Para baixar TCC 
pós graduação em engenharia de segurança do trabalho UTPR em segurança na usinagem em marcenarias.

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Segue o Link: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAhJ7UAG/analise-seguranca-trabalho-no-processo-usinagem-marcenarias#




Saúde e Segurança do Marceneiro


A preocupação com o bem-estar, a saúde e a segurança do marceneiro no trabalho, vem crescendo no decorrer dos últimos anos, pois, quando o trabalho representa apenas uma obrigação ou uma necessidade, a situação desfavorável aumenta muito, proporcionando ao marceneiros e sua equipe, riscos para a sua integridade física e psicológica.


Existe um elevado risco de acidentes, que podem levar ao afastamento do marceneiro por períodos de tempo consideráveis, o que, além de prejudicar o funcionário, implica prejuízos par a marcenaria em virtude de, na maioria das vezes, não haver mão-de-obra treinada para substituir - lo , interferindo, assim, na produção e consequentemente na entrega dos móveis.
Para prevenir acidente de trabalho, o marceneiro deve  tomas algumas  medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de toda sua equipe.

Marcenaria e a segurança.



As características estruturais da marcenaria refletem, de maneira expressiva, o a qualidade do trabalho do marceneiro.


Um local de trabalho deve ser sadio e agradável, com banheiros limpos e adequados, com vestiário e refeitório.

Entre os diversos fatores ambientais que interagem com os trabalhadores da marcenaria, destacam-se o conforto térmico e a iluminação.

O descarte rápido e eficiente dos cavacos e sobras da marcenaria evitando que o marceneiro respire pó e fique espalhados no local de trabalho



Principais causas de acidente na marcenaria:



Ato inseguro;

Excesso de autoconfiança;
Falta de capacitação em segurança;
Falta de Equipamentos de Proteção Individual;
Condições de trabalho perigosas;
Pressa;


Equipamentos proteção individual.

EPI (Equipamentos de Proteção Individual) são os equipamentos utilizados para a proteção dos marceneiros durante a realização de seu trabalho.

Aos marceneiros, que usa e fornece os EPI´s a sua equipe, exigindo o uso, não evita acidentes se utilizados de forma isoladamente, mas junto com  um eficiente treinamento, consegue bons resultados.

Com o objetivo principal de prevenir os acidente na marcenaria, antes que a aconteça, evitando assim custos a marcenaria e danos ao marceneiro que jamais serão reparados. 


Protetor auricular.


Uma maneira de se proteger dos efeitos do ruído é a utilização de protetores auditivos de modo habitual e permanente durante toda jornada de trabalho.

Quando o marceneiro esta exposto a ruídos acima de 85dB, é obrigatório o uso de proteção para atenuação do nível de ruído. O ouvido pode ser seriamente prejudicado em ambientes com ruídos. Mesmo que o ruído não incomode ao usuário, a longa exposição, dia após dia, pode causar danos irreversíveis, com isto o protetor auricular é necessário.



Protetor Auricular Tipo Plug


Recomendamos a utilização dos protetores de inserção, confeccionados, em silicone, providos de flanges e cordão lavável.


Após lavar as mãos, passe o braço por trás da cabeça, puxe a orelha para cima e para

o lado inserindo o protetor, segurando firmemente a haste, observando que os flanges estejam inseridos no canal auditivo.


Deve ser lavado diariamente com água corrente e sabão neutro.


Protetor auricular:


Abafador de Ruído Tipo Concha; Deve ser adaptável à cabeça humana, permitindo

que cada abafador permaneça sobre pressão nos respectivos pavilhões auriculares.



Proteção dos olhos e da face: Protetores faciais destinados à proteção contra lesões ocasionadas por impacto de partículas, objetos pontiagudos, respingos e vapores de produtos químicos, que possam causar irritação e outras lesões decorrentes da ação de líquidos agressivos.



Proteção dos membros superiores:  A  proteção com luvas  nas atividades em que haja perigo de lesões provocadas por materiais ou objetos, abrasivos, cortantes, perfurantes, troca das fresas e no manuseios de madeira bruta).



Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), são equipamentos utilizados para proteção e segurança enquanto o marceneiro ou sua equipe realiza determinada tarefa ou atividade No processo de produção os EPC´s acoplados aos equipamentos melhoram a produtividade e a qualidade diminuindo os esforço físico nas atividades exercidas.


Os equipamentos de proteção coletiva na industria moveleira vão desde, faixas de

sinalização até motor de avanço e nas mesas da tupia


Esquadrejadeira. Uma das principais máquinas na industria moveleira e a esquadrejadeira, este equipamento como e muito utilizados a marceneiro está Como a serra circular é um equipamento que oferece muitos riscos de acidentes, sua operação requer sempre trabalhadores qualificados, instalação adequada, dispositivos de proteção e regulagem e manutenções periódicas.

Os acidentes ocorrem devido a seguintes causas:

Contato direto com os dentes do disco de serra;

Contra golpe das peça no ato do corte;
Rompimento das pastilhas e projeção contra o marceneiro.


Coifa Protetora; A finalidade da coifa é evitar o toque acidental do operador com a lâmina da serra. Para que esta produção seja eficaz devem ser observados os seguintes critérios: ser constituída de material resistente que garanta a retenção de eventuais partes da lâmina que podem vir a ser projetados em direção ao operador; ser preferencialmente auto-ajustável, devido a praticidade quando se trabalha com várias espessuras diferentes de material a serem cortados e ter largura em torno de 35 mm, lisa e sem parafusos ou porcas que gerem saliências, para não dificultar a passagem do dispositivo de fim de curso (empurrador).
 
Lâmina Separadora ou Cutelo Divisor; é usado para evitar o aprisionamento do disco, o que pode causar o retrocesso da madeira ou ainda o lançamento da peça serrada em direção ao operador, ocasionando o impacto da peça contra o operário e o possível contato das mãos com o disco de serra.

Espessura da lâmina separadora, deve combinar com a espessura do disco da serra,
não pode ser mais grossa do que a lâmina de corte (dentes) e nem mais fina que a espessura do corpo da lamina da serra. Posicionar da lâmina separadora deve ser no máximo de 8 mm, para máquinas mais antigas e no máximo 10 mm para equipamentos novos, ficando ± 2 mm abaixo do dente mais alto do disco da serra
 
Tupia


A tupia e um equipamento muito perigoso na marcenaria  com alto índice de acidentes necessitando que o marceneiro tome muito cuidado.

Para preveni acidentes o marceneiro deve usar a seu dispor, dispositivos de segurança como;
O protetor de cobertura frontal: constituída de plástico duro, como o metacrilato ou policarbonato, que se monta horizontalmente sobre o eixo e ferramenta de corte e que permite a visão da peça em seu contato com a ferramenta, impedindo o acesso a zona de corte. Esta barreira protetora deve ser regulável em altura e permitir ser levantada de acordo com a espessura da peça a ser trabalhada e as dimensões da fresa.

Sistemas protetor – pressor; com guias, com telas transparentes, com lâminas
Metálicas ou com pentes. A peça fica presa por duas faces mesa de deslizamento e pressor vertical e pelos dois cantos guia de apoio lateral e pressor horizontal.
   
Os riscos são diminuídos com a utilização de qualquer um desses sistemas de proteção, mas, não são eliminados. Ao existir usinagem de madeira, existe a possibilidade de contato com a ferramenta. O único sistema que retira totalmente as mãos do trabalhador da zona de corte é a utilização de alimentadores automáticos, cujo uso está limitado pelo fato de que em muitas ocasiões se trabalha com peças curvas.


Os acidentes típicos nestas máquinas ocorrem por:

 
a) Ruptura ou projeção das lâminas afiadas da ferramenta de corte;
b) Contato das mãos com as lâminas;
c) Retrocesso da peça que está sendo trabalhada.
  
 
Desempenadeira

O protetor auto-regulável; deve ser o mais móvel possível para permitir a passagem das peças que estão sendo trabalhadas e deve retroceder automaticamente a sua posição inicial sem a necessidade de atuação do operário (autoretrátil).

Podem ser constituídos por peças de madeira articuladas entre si, que permitem a proteção do porta - ferramentas na zona não ocupada pela peça que está sendo trabalhada. Estes protetores devem ter concavidade na sua face inferior para deixar as lâminas trabalharem livremente.

Serra de Fita.

Os acidentes com esta máquina se produzem pelas seguintes causas:
a) Queda da fita fora dos volantes;
b) Ruptura da fita e projeção da mesma;
c) Contato com a fita na zona de corte.
 
Para evitar a queda da fita deverá ser dado a mesma uma tensão adequada para que sua aderência aos volantes seja justa, evitando, assim, o deslocamento transversal da fita sobre os volantes como conseqüência da pressão exercida pela parte posterior da peça que se está serrando.

A ruptura da fita pode ser evitada se rompem e a única solução eficaz para evitar sua projeção sobre as pessoas consiste em proteger os volantes e as porções ascendentes e descendentes da fita com a instalação de carcaça envolvente, de resistência adequada. Deve-se deixar descoberta apenas a porção da fita necessária para o corte.
 
Desengrossadeira.

Para aumentar a vida útil da máquina e segurança recomenda-se atingir a espessura desejada em vários passos, evitar grandes espessuras de cavaco para não ocorrer contra golpes de peças.

 Para desengrossar peças estreitas nas máquinas com eixo e barra de pressão segmentada, podem-se conduzir varias peças ao mesmo tempo, Caso as peças tenham
diferentes espessuras poderão, na desengrossadeira de eixo e barra de pressão e rolos tracionadores não segmentados, ser desengrossadas apenas duas peças ao mesmo tempo, neste caso as peças deverão ser Nas máquinas com eixo e barra de pressão segmentada, podem-se conduzir varias peças ao mesmo tempo.
 
 
Efeito estroboscópico.

Outro risco, além dos apontados anteriormente, é o efeito estroboscópico que faz com que a ferramenta fresas disco de serras pareça que está parado quando, na realidade, está girando, isto ocorre pela iluminação inadequada dentro da marcenaria proporcionando ilusão de ótica.
Esta condição deve ser levada em conta quando a máquina não está sendo utilizada, mas foi deixada em funcionamento.
 
Medidas gerais de proteção para o trabalho com serras:


1. Ao introduzir o material em uma serra de bancada, as mãos devem ser mantidas fora da linha de corte. Nenhuma defesa pode evitar que uma pessoa deixe as mãos em contato com a serra se as mãos acompanham o material até a serra. Ao cortar a  madeira com a guia de alinhamento próximo a serra, deverá ser utilizado uma  ferramenta ou dispositivo para empurrar a peça trabalhada até a serra.



2. A lâmina da serra deve situar-se de modo que sobressaia o mínimo possível acima do material. Quanto mais baixo está a lâmina menor será a possibilidade que se produza um retrocesso. É uma boa prática manter-se fora da linha do material que  está sendo cortado. É recomendável utilizar um avental de couro grosso ou outra proteção para o abdômen.

3. É sempre perigoso serrar sem apoio. O material deve ser apoiado em uma guia de 
alinhamento.

4. A serra deve ser adequada ao trabalho. É uma prática pouco segura cortar longitudinalmente a madeira com uma serra de bancada sem um sistema antiretrocesso. É recomendável utilizar cutelo divisor (lâmina dianteira separadora).

5. É perigosa a prática de retirar a capa de proteção devido a pouca distância entre a serra e a guia de alinhamento. Pode-se utilizar uma tábua suplementar sob a madeira a ser serrada, utilizando ferramentas adequadas para prendê-las.  

 
6. Deve-se evitar o corte transversal de peças longas em uma serra de mesa. O trabalhador terá que exercer uma pressão considerável com a mão próxima a lâmina da serra. As partes da madeira que ultrapassam o tamanho da mesa podem ser golpeadas por transeuntes. O material longo deverá ser serrado por uma serra circular pendular (destopadeira) com uma bancada de apoio adequada.


7. O trabalho que deva ser realizado em máquinas especiais de alimentação automática, não deverá ser efetuado em máquinas genéricas de alimentação manual.


8. Para o ajuste da guia de uma serra de mesa, sem a retirada dos mecanismos de proteção, deve-se fazer uma marca permanente sobre a mesa para indicar a linha de corte.


9. Deve-se parar totalmente a máquina antes de ajustar a lâmina ou a guia; e desconectá-la da rede elétrica antes de trocar a lâmina.


10. A capa de proteção, bem como o cutelo divisor, deve inclinar-se com a serra, impedindo que a proteção toque a serra.


11. Deve-se utilizar uma escova ou outro instrumento para limpar a serragem e os pedaços que sobraram das madeiras serradas. 
 
12. A serra deve dispor de vários tipos de mecanismos de proteção. Não há nenhum mecanismo que possa servir para todas as funções que as serras podem desempenhar.


13. Peças longas devem estar adequadamente apoiadas através de mesas de extensão ou suportes adequados. Se um segundo trabalhador é utilizado para remover as peças cortadas, a mesa deve ser estendida de tal forma que a distância entre o bordo traseiro da mesa e a lâmina da serra seja superior a 120 cm. O assistente deve se manter sempre no bordo traseiro da mesa, longe da serra. Embora o cutelo divisor diminua o risco de acidentes, não o elimina



  Proteções adicionais: 


Uma guia (régua) deve ser montada dos dois lados da linha de corte com estrutura suficiente para suportar a peça a ser cortada.


As peças a serem cortadas devem estar adequadamente apoiadas. Para peças longas podem ser utilizadas mesas adicionais ou rollers para apoio.


Convém marcar áreas na mesa de apoio de acesso proibido às mãos do operador, que podem ser de 30 cm de cada lado da linha de corte. 

Os operadores devem ser orientados e treinados para não segurar a madeira nestas áreas durante o corte.



Durante o corte de peças pequenas ou de seções pequenas de corte devem ser utilizados mecanismos empurradores ou mecanismos auxiliares para segurar a peça a ser trabalhada.
Deve-se evitar cruzar com os braços sobre a linha de corte. Trabalhadores canhotos devem receber treinamento específico.


Para retirar aparas ou pedaços de madeira próximo a serra deve-se esperar a parada da serra. É boa prática utilizar algum mecanismo empurrador.


 Riscos da serragem

As máquinas que produzem serragem devem ser equipadas com sistema de extração de pó. Se o sistema de extração é inadequado para eliminar a serragem, devem ser fornecidas aos trabalhadores máscaras de proteção adequadas ao pó. As medidas de controle coletivo devem assegurar que a exposição de pó no ambiente de trabalho não ultrapasse 5 mg por metro cúbico.


A Agência Internacional para a Investigação para o Câncer (IARC) tem determinado que “existe suficiente evidência de carcinogênese da serragem para os seres humanos” (Grupo 1), isto é, a serragem pode ser causa de câncer.


Outros estudos indicam que a serragem pode ser irritante das membranas mucosas dos olhos, nariz e garganta. Algumas madeiras tóxicas são mais ativamente patógenas e podem produzir reações alérgicas e, ocasionalmente, transtornos pulmonares e intoxicação sistêmica.

A maioria da serragem produzida em uma marcenaria ou carpintaria pode ser eliminada com um sistema de extração local. Pode ocorrer uma concentração de serragem muito fina depositada nos elementos estruturais em atrito, especialmente no setor de lixamento. Esta situação é perigosa por apresentar elevada possibilidade de incêndio e explosão. O fogo pode se espalhar sobre a serragem que cobre as superfícies e ser seguido de explosões de força cada vez maior




 
VENTUROLI, F. Análise ergonômica do ambiente de trabalho em marcenarias do Distrito Federal. 55p. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) – Universidade de Brasília, Brasília, 2002.

PORTARIA 3214 DE 8 DE JUNHO DE 1978 NORMA REGULAMENTADORA NÚMERO 1 (NR 1) DISPOSIÇÕES GERAIS







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